A Dança à luz da Bíblia.

Geralmente as danças são expressões «grupais»: de alegria, divertimento e/ou adoração a Deus.
Nomeadamente no livro de Salmos, há convites bem explícitos para louvar a Deus com danças, como por exemplo em Salmo 149:3, Salmo 150:4 (alguns tradutores escreveram «flauta» em vez de «dança»!!)
Algumas outras referências:
Juizes 21:19-23;
I Samuel 30:16;
II Samuel 6:5: «David e toda a casa de Israel dançavam diante de Jeová...»;
Salmo 87:7: «Dirão tanto os que cantam como os que dançam: todas as minhas fontes são em ti»;
Cantares 6:13: « Volta, volta ó Sulamita... Porque quereis contemplar a Sulamita, como a dança de Mahanaim?». (Tradução Brasileira, das Sociedades Bíblicas Unidas, corroborada pela ISBE, Enciclopédia Bíblica Internacional, vol II, p.1169-1170)
Na parábola do «Filho Pródigo», Lucas 15:25 a dança assume um carácter bastante significativo, não só por ser uma alusão referida por Jesus, o Verbo que actualizou a Palavra de Deus e a personificou Hebreus 1:1, mas também porque essa parábola ilustra a relação do homem com Deus, e a alegria que existe no céu quando um pecador se arrepende. Ora essa alegria é traduzida de várias formas, sendo uma delas a dança.
Talvez no céu isso aconteça, numa situação como essa e, se assim for, então existem danças no Céu. Os anjos dançam e cantam de júbilo quando uma criatura humana volta ao Lar Paterno! Não estou a afirmar, mas é uma possibilidade! Um dia saberemos ao certo, na Sua divina presença. Aleluia!
É também de salientar que a dança fazia parte da vida corrente, entre os judeus, e até dos jogos infantis, como lemos em Mateus 11:17 e Lucas 7:32.
Perante o que lemos na Bíblia, a dança é uma expressão de alegria, de festa, de convívio e de adoração a Deus. É de lamentar que, entre os cristãos evangélicos, se dance tão pouco.
Claro que, em todas as práticas, inclusive as artísticas, há sempre o bom e o mau. Existe má literatura, mas continuamos a ler bons livros. Existe má fotografia, mas continuamos a tirar e a ver fotografias. Existe má pintura, mas continuamos a pintar e a apreciar as artes plásticas. Existe mau cinema, mas continuamos a valorizar grandes obras cinematográficas. Existe mau teatro, mas também há bom teatro; má escultura e boa; péssimos programas de televisão e outros excelentes, etc..
«Examinai tudo, retende o bem» - aconselhou o apóstolo Paulo I Tessalonicenses 5:21.
E podíamos dizer ainda que, infelizmente, dentro das igrejas também existe o bom e o mau. Há pessoas sinceras e outras hipócritas, há cristãos honestos e outros que o não são, e há também muita vaidade, muita maledicência, muita falsa santidade, muita inveja, muito fanatismo...
Ao Senhor e só a Ele compete separar o trigo do joio.
Por isso, irmãos, se sentem o desejo de cantar, cantem! Se sentem o desejo de tocar, toquem. Se sentem o desejo de dançar, dancem... desde que em tudo o que façam não haja maldade, mas sim um espírito são, de alegria, de comunhão, de louvor a Deus, ou de simples diversão saudável, comunicativa!
Nas igrejas evangélicas em Portugal, há vários professores de dança e de expressão corporal. Além de, nos cultos, poderem ser feitas dramatizações bíblicas que integrem teatro, música, mímica e dança. Para quê? Para glória do Senhor e para comunicar o Evangelho às pessoas do nosso tempo.
Voltemos à Bíblia. Dancemos!

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